Esfinge – Coelho Neto

Neste episódio nós conversamos sobre um clássico esquecido da literatura brasileira: Esfinge, de Coelho Neto, o Príncipe dos Prosadores Brasileiros!

No início do século XX, o Rio de Janeiro vivia sua própria Belle Époque. Em uma discreta pousada, brasileiros e imigrantes conviviam com James Marian, um hóspede que incomodava pelo seu comportamento recluso mas, principalmente, pelo conjunto de seu corpo másculo com um rosto de incrível beleza feminina. A rotina na pousada começa a mudar quando James decide fazer uma refeição junto com os outros moradores.

Esfinge, considerado o Frankenstein brasileiro, é muito mais do que uma versão tropical da obra de Mary Shelley. Coelho Neto escreve com o apreço de quem ama e conhece profundamente a língua portuguesa, empregando descrições de forma precisa, com a intensidade necessária, trazendo a própria linguagem como elemento, quase como personagem. Aqui o leitor encontra todos os elementos do gótico, mas de um gótico que só poderia acontecer longe de sua origem, em uma busca por autoconhecimento.


Músicas citadas:
Erik Meyer-Helmund – Nocturne op. 28 no. 1
Beethoven: Symphony no. 6 in F major, op. 68 “Pastoral”
Beethoven Sonata No.8 “Pathétique”
Wagner/Liszt – Isoldes Liebestod

Este episódio foi produzido por Suzane e Glenio Madruga.

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Esfinge (Editora Cartola)
Esfinge (Editora Legatus)
História da literatura brasileira


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Direção e Conteúdo: Suzane Madruga Produção e Edição: Glenio Madruga

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